sábado, 14 de janeiro de 2012

- 03:30 *

São 2:46 da manhã, eu quero dormir, mas tu não me deixa. Você já foi, mas eu tô aqui, pensando em você, sonhando com você, mas acordada. Isso virou comum, desde que me apaixonei, não tenho noites de sono. Apenas manhãs ou madrugadas. É engraçado, porque eu fico acordada esperando você voltar, mas você nunca volta. Eu fico aqui, olhando o relógio, mas as horas não passam sem você. Sem você e suas piadas, seus sorrisos, até mesmo seus depoimentos de ciúmes. E enquanto você diz que voltará, fico lá te esperando e imaginando os nossos próximos assuntos. Às vezes, chego a rir de mim, por ser tão iludida, mas é por você. E eu prometi que faria tudo por você. Exceto suicídio. Agora, são 2:52 e, já se passaram, quase 40 vezes você na minha mente. Opa, você não. Nós. Agora é tão difícil imaginar você, sem me imaginar, sem imaginar um futuro certo para a gente. É complicado e estranho, é como nossa futura bagunça, ou nossos filhos, ou até mesmo, no que falamos. Tudo vai ser complicado e estranho, porque essa é nossa personalidade. Esse é o nosso jeito, que só mudará, quando um de nós mudarmos. Porque somos um só. São 3:30 e o meu desejo é fechar os olhos e ter um bom sono, sonhando contigo. Mas não posso falar seu nome a noite, seria estranho. Então vou me manter acordada, sonhando contigo, mesmo assim. Meus pensamentos voam quando eu falo com você, assim como o relógio. E quando percebo, já se passaram duas horas, que para mim, equivaleram 20 minutos, e ai você já tá dizendo tchau, e eu dizendo fica. É tudo tão rápido, tão sem sentido e complexo. É tudo tão igual a nós. Mas nós somos diferentes em um aspecto, ninguém precisa entender algo, que eu e você criamos para só nós entendermos. E ninguém precisa entender a nossa bagunça, o nosso comportamento…o nosso amor. Ninguém precisa além de nós. Só nós, só nós sós.

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